segunda-feira, 7 de novembro de 2011



Estar contigo limita-me. Estar sem ti é um sufoco.
Por isso vivo assim. Entre a estagnação que me ventila e o sufoco que me sufoca. Vivo entre ti e esta cidade que me permite ter o resto de mim.

Vivo entre o meu amor e a minha paixão. Nenhum cede.
Tomar uma decisão é demasiado final e objectivo. Porque na verdade quero ter direito a ambos simultaneamente. Escolho os dois e freneticamente tento ligar-vos a mim de forma igual, abdicando de um e outro de tempos a tempos.
Mas nunca completamente eu. Vivo em bocados.

Sou um puzzle eternamente incompleto em tudo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Se a frustração matasse, eu era uma acumulação de óbitos.

sábado, 27 de agosto de 2011

Sorrisos são desenhados a lápis.
Lágrimas escritas a caneta.
Desilusões são vincadas permanentemente.
Ás vezes 'desculpa' não faz sentido.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Esqueci-me de Mim

Hoje lembrei-me do que me esqueci, durante fogazes 7 meses.
Ajoalhei-me e espreitei.
Fui a um sítio.
Sítio esse esquecido por mim, em várias ocasiões.
Debaixo da Cama.
Apercebi-me de 3 coisas.
1ª. é o sítio que muitas das vezes fica esquecido, quando se fazem as limpezas. Como prova, haviam meia dúzia de olas de cotão que se acomodavam no meio de caixas, caixinhas e caixotinhos.
2ª. É o sítio onde nunca me lembro de procurar coisas 'perdidas'. Como prova, haviam meias, colares e até sapatos esquecidos.
A 3ª, essa, demorei mais tempo a aperceber-me.
Arrastei uma grande mala de viagem que lá estava. Bem no fundo, encostada á parede.
Abria-a. E lá de dentro escapou uma parte e mim.
Objectos importantes. Fotografias. E até alguns dizeres.
E juntando tudo isso, percebi que me esqueci totalmente de mim.
E que o abismo que acaba com o respeito próprio estava tão próximo. Demasiado.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Já vais?
Bebe mais um copo. Apenas um. Bem cheio.
Não deixes nada no fundo. E saboreia cada gota errada. Pois as certas, no fim são as que contam.
Ganha coragem. Arrisca tudo.
Erra. Peca.
Muito. O bastante.
Sê feliz. E vive.
Faz tudo o que te dá mais prazer.
Se quiseres beber mais, bebe. Se não quiseres não o faças.
Mas não te conformes. Muda.
Imagina-te fora de ti. Vê perspectivas diferentes.
E experimenta!
Que sabe, se nas mais absurdas coisas encontras conceitos novos de tudo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Um acontecimento estranho, aquele quando nos sentimos muito mais leves.


Sentimos falta de um peso, ao qual nos acostumamos a carregar, simplesmente porque ele ali estava, por cima de nós.


Quando andamos, a sensação que temos é que flutuamos. Eque a quaklquer momento, se não estivermos atentos podemos 'levantar voo'.


E é optimo, quando pelo menos uma vez na vida nos sentimos assim.


Temos tanto para dar ao mundo e simultaneamente ele torna-se demasiado pequeno.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Hoje Inspirei Um Folego de Verdadeira Coragem
Com uma pitada de Esperança
Que definitivamente tem um delicioso aroma a Autonomia.

segunda-feira, 23 de maio de 2011


Após uma hora de caminhada no meio do nada, numa estrada com apenas um destino. Num passo apressado para nada.
Não me sinto minimamente cansada ou com vontade de parar, mas a estrada terminou. E com ela também os meus passos. E tudo o que pensei e imaginei durante essa hora foi esbatido, mas não foi apagado.
Na minha mente não existem borrachas, apenas esfuminhos e diminuem o desagradável e que deixam traços nitidos e fortes de felicidade por esbater.
E num segundo esqueço o que me faz duvidar. A minha mente obriga.me a não pensar mais, está esgotada.
Apenas naquela estrada com um só destino me dá hipótese. Hoje poderia andar, andar, andar...
Até cair finalmente.
Mas, tudo isto ainda agora começou, e novas estradas vão aparecer e eu vou estar aqui para as percorrer.
E gastar todo o meu corpo e a minha mente até finalmente me cansar.

domingo, 1 de maio de 2011

Feliz Dia da Mãe.

Uma Rosa?
Uma Jóia?
Um Abraço?
Um Beijo?
Um Simples Adoro-te?
A esta altura estaria num fernezim, a preparar-te um dia especial. Mas hoje não me resta nada para fazer, senão lembrar-me.
Pergunto-me de que precisas hoje. Aí. Será que tens tudo?
Mas hoje é o eu dia. E sinto a falta de dizer 'Feliz Dia da Mãe'.
Penso-o. E imagino que me respondes: 'Obrigado' acompanhado por um beijo, como sempre fazias.
Tento reproduzir a tua voz mentalmente da maneira mais real... Mas não a ouço realmente. Sinto-a. Mas não ouço o seu timbre. E se me perguntarem não sei bem a que soava. Mas sinto-a.
Assim hoje vou buscar uma rosa ao jardim e vou guarda-la. Vou dizer Adoro-te. Vou beijar alguma outra mãe e dar-lhe um abraço.
Felis Dia da Mãe.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011

:)


É agora o meu cenário. A minha 'tela'.
E nela acrescento o que quizer. Mesmo que não faça sentido.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Foi longo. Demasiado longo.
Na verdade foi tudo demasiado longo.
Longas distancias, longas esperas, longas esperanças, longas conversas e longas discussões.
Mas subitamente tudo me parece um sopro. Mas sei que não foi assim.
Ela desesperou demasiado. E no fim desesperava eu também.
Ela desesperou pelas perdas e pelos desprezos de uma vida. Eu desesperei por a ver desesperar e nada poder fazer.
Agora resto eu. Eu e os meus desesperos, dúvidas e perdas.
A maior delas creio estar a vivê.la. Porque sei que por mais que as coisas corressem mal, era ela.
E como ela má ou boa, só tive uma.
Assim como vocês só uma tiveram. E as oportunidades esgotaram.

sábado, 5 de fevereiro de 2011


?

A pensar que já tivemos milhões. E desses milhões já chegamos a não ter nada.
Agora temos o suficiente e o insuficiente. Estamos bem e estamos mal simultaneamente.
Como tão facilmente amamos e só queremos destruir tudo.
Como simultaneamente estamos energicos e nos apetece estar sentados no sofá.
Desmotivados?