Estar contigo limita-me. Estar sem ti é um sufoco.
Por isso vivo assim. Entre a estagnação que me ventila e o
sufoco que me sufoca. Vivo entre ti e esta cidade que me permite ter o resto de
mim.
Vivo entre o meu amor e a minha paixão. Nenhum cede.
Tomar uma decisão é demasiado final e objectivo. Porque na
verdade quero ter direito a ambos simultaneamente. Escolho os dois e
freneticamente tento ligar-vos a mim de forma igual, abdicando de um e outro de
tempos a tempos.
Mas nunca completamente eu. Vivo em bocados.
Sou um puzzle eternamente incompleto em tudo.
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