sexta-feira, 4 de junho de 2010

São apenas Migalhas!!

Uma Migalha hoje. Outra daqui a uma mês?? Mais??!!
Sinto-me a definhar... Cada vez mais... e ja me sinto sem foças para 'suplicar'. Agora limito-me a definhar, ate qe alguém se aperceba do meu estado. Já estou sem controlo. E não sei a que recorrer, pois o mais obvio aparentemente tornou-se completamente complexo e dificil de compreender. Mas quem sabe até fácil de ignorar e esquecer.
Neste momento definho... amanha também.... Daqui a um mês?? Com migalhas ou não, mudo! E talvez as recuse para nao voltar a dizer 'sim'!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Senti-me feliz e desligada de tudo.

Agora voltei. E involuntariamente luto para me adaptar.

Não quero.
Quero que tudo seja fácil. Parece ser tão fácil para todos.

Ás vezes até respirar se torna um sacrifio demasiado cruel.

Penso sempre, constantemente nos que amo e não posso tocar.
E choro por dentro. Torturo-me a todas as horas.

E agora tudo me parece tão desnecessário.

E a unica coisas que preciso para viver. É estar perto de vocês pessoas que amo... efugir daqui opara sempre.

AMO-VOS ainda mais do que a mim mesma.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Julgo.Julgam-me.
Por actos e cobardias que me preenchem.
Palavras ditas e silêncios feitos de mim e para mim.
Aceites e escomungados os meus pensamentos.
Nunca publicos, mais muitos descobertos.
Por um franzir, por um sorriso.
E as vezes também por nada.
Nadas que são tudo e de tudo são perfeitos.
São tudo o que transmito e consumo.
Tudo o que penso e não digo.
Tudo o que digo sem pensar.
Consumo o consumível.
Devoro o proibido.
Já corri riscos. Riscos que prometi nunca cometer.
E ainda assim cometidos.
Arrependimentos, rezo para não os ter.
E julgo quem tentar que os tenha.
Arrependimentos são veneno.
Veneno criado e consumido por nós, humanos.
Assim renego...
Renego a capacidade de pensar.
A injustiça de me culpar.
A vergonha de me desculpar.
Desculpar, por momentos de felicidade.
Pela sensação de imortalidade.
Pela falsa e cruel sensação de normalidade.
Julguem-me por crueldades cometidas.
Pelo esquecimento de pessoas queridas.
E talvez pelo egocentrismo de momentos de sonho.
Sonhos que me trazem a distância.
Falsa distância que me permitiu respirar.
A oportunidade de deixar de pensar.
Oportunidades que jamais irei esquecer.
Por mais que seja o tempo que viver.
Amo todos os que sabem que os amo.
Amo os os que sabem que os odeio e não suporto.
E por estas certezas me guio.
Quem sabe, se por isto me guiar.
Não volto a arriscar.
E com sorte "Não volto a voltar".

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


Convenci-me de contos de fadas e de arco íris coloridos.
Viajei com dragões e pégasos.
Derrotei bruxas malvadas.
Usei lindos vestidos e cantei sobre amor e criaturas mágicas.

Completei Reinos e concretizei profecias antigas.

Um som silencioso despertou-me e voltei a mim.

Já não tinha vestidos porque na realidade nunca os tive.

Os dragões e pégasos eram imaginação de uma realidade antiga.

As bruxas malvadas sempre cá estiveram e sempre fizeram parte de mim.

Descobri que não existem profecias, apenas o destino incerto. E que o conto de fadas não é perfeito, apenas me completa e não acaba hoje.

Nada é eterno nem mesmo os arco íris , que podem tomar a cor que quizermos (o meu perdeu a tua e não deixou de ser o meu lindo arco-íris).

Subitamente não canto sobre amor- vivo-o.

Recuso-me a seguir regras de pricipes e princesas, e a cumprir profecias que apenas existem em contos da Disney.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"Sou uma pessoa de extremos. Não encontro o balanço. Acho que nem sequer por ele passo.
Num momento amo.
Como posso odiar.
Tanto vivo a verdade, como parece que ela nunca existiu.
Abraço e beijo toda a gente, como desejo que toda a gente desaparecesse.
Sou duas pessoas que vivem num só corpo.
Hoje foi um daqueles dias pelos quais temo sempre passar. Hoje fui relutantemente impiedosa com todas as pessoas. Principalmente com as erradas.
As prioridades hoje foram trocadas. Um erro que insistentemente cometo.
Hoje esqueci-me das novas responsabilidades e 'vivi' com a antiga normalidade. Mas mais uma vez a teia cheia de nós em que tudo se tornou, voltou a agarrar-me. Eis que fiquei presa outra vez.
Farto-me dos meus lamentos, assim como tenho a noção de que os outros se fartam deles. Mas acho que já me lamento inconscientemente.
Não gostaria de me habituar a isto. O meu maior receio é já o ter feito e não coseguir sair daqui."
Ontem enquanto escrevia este texto sentia-me uma pessoa trivial, que algures tinha perdido tudo aquilo que a fazia erguer-se.
Hoje. Agora... se me perguntarem, não sei.
Não me sinto vulgar, nem importante. Não me sinto especialmente mais bonita nem definitivamente feia.
Levantei-me com algum propósito previamente planeado?... Não. Levantei-me porque nao tinha sono e me recusei a ficar na cama enrolada em mantas quentes.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ás vezes as lágrimas alteram-me o rosto. E sem o mínimo de respeito, esborratam a maquilhagem cuidadosamente aplicada no começo do dia.
Odeio-as!
Odeio-as quanto odeio a minha actual existência.
Odeio-as porque não me deixam mentir.
Odeio-as porque tornam o meu coração mais pequeno.
Odeio-as porque me destroem o sorriso.
Odeio-as porque não as controlo.
Odeio-as porque não posso nem quero escolher amá-las.

Vivo para as libertar!
Já não tenho alma... só lágrimas.
E só elas me alteram o rosto. Simplesmente porque querem.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O meu tempo é este!

Envelheci.
No tempo errado envelheço.
Não tenho rugas que o tempo acaba por revelar.
Não tenho dores nos ossos que o frio 'dizem' trazer.
Não tenho o cabelo de cor cinza como vem sendo hábito.
Não tenho filhos nem netos.
Não digo que 'no meu tempo era diferente'.

Tenho rugas mentais vincadas de tudo.
Tenho dores nos ossos apenas de tentar.
Tenho um cabelo estranho que me faz querer arranca-lo de uma vez, só pelo prazer de ser menos uma coisa com que tenho de me preocupar.
Tenho amigos.
E PENSO SEMPRE: 'Porquê??! Há uns tempos era tudo tão diferente.'

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Açúcar


Este café é amargo.
Mesmo depois de lhe adicionar um pacote de açúcar amarelo, continuo extremamente amargo.


O gole de água que acabei de tomar (para lavar o sabor amargo do café), também ele é amargo.


Para acompanhar costumo sugar a doçura dos meus sonhos. Mas por serem insuficientes, muitas vezes fico sem eles. Como agora.


Devia chamar-me 'Amarga', 'Ácida' ou algo do género que combinasse com o gosto do café.


De modo algum estou a criticar o café e o seu sabor. 'Amo Café'.




Não é realmente de água e de café que me refiiro.


Preferia que fosse. Assim tudo se resolveria com um simples pacote de açúcar.




Enquanto tal coisa não é possível, vou guardar todos os pacotes de açúcar que conseguir.




E num dia realmente amargo, pela primeira vez, permitir enjoar-me com a sua doçura.



segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Na Manhã Seguinte


Na manhã seguinte serei diferente.

Serei quem escolher ser. Hoje sou apenas eu a despedir-me do mundo e de todos.

Amanhã serei diferente.

E com essa diferença, impressionarei e vencerei o que hoje e anteriormente perdi.


Amanhã serei só eu.

Eu e o ar que me envolve e me permite viver.


Serei Surda.

Não ouvirei vozes, críticas, nem opiniões de nada.

Amanhã serei eu a reconstruir a minha vida e tudo a que dela tenho direito, POR SER MINHA!


Serei Cega.

Cega para olhares que me julgam, analisam e perseguem.

Serei eu a repensar valores e a avaliar os meus próprios pensamentos.


Nunca, nem hoje, nem amanhã serei Muda.

Não me calo, nem me calem.

Com medo da força das palavras.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Hoje Adormeço a Chorar

Só quero dormir!
Dormir para parar de pensar. Dormir para descansar!
O que mais desejo e anseio é dormir!
Uma coisa tão simples e básica, que para mim se torna difícil e quase impossível de alcançar.
Nem consigo fechar os olhos. Qando as minhas pálpebras se fecham, todos os pensamentos que me passam pela cabeça cheios de 'ses', são acompanhados ~pela imagem que a minha mente criou..
E a minha cabeça nao pára!
E a dor que sinto abraça-me. E com a força do seu abraço, comprime-me os pulmões.
Começo a chorar. Não tanto pela ausência de ar que sinto, mas pela força dos pensamentos e dos seus 'ses'.
Inconscientemente peço para que seja mentira!
Enquanto tudo isto se passa... o esforço que faço para adormecer é cada vez maior. Agora para além dos pensamentos, dos seus 'ses', da imagem e da ausência de ar, o ruído do meu próprio choro, o meu proprio soluçar aumentam.
Abafo a cara na almofada, ninguém precisa de saber que choro nem porque choro.
Então anseio pela manhã. Quero sair! As paredes deste quarto sufocam-me ainda mais.
Hoje Adormeço a Chorar...