Ás vezes as lágrimas alteram-me o rosto. E sem o mínimo de respeito, esborratam a maquilhagem cuidadosamente aplicada no começo do dia.
Odeio-as!
Odeio-as quanto odeio a minha actual existência.
Odeio-as porque não me deixam mentir.
Odeio-as porque tornam o meu coração mais pequeno.
Odeio-as porque me destroem o sorriso.
Odeio-as porque não as controlo.
Odeio-as porque não posso nem quero escolher amá-las.
Vivo para as libertar!
Já não tenho alma... só lágrimas.
E só elas me alteram o rosto. Simplesmente porque querem.
sábado, 30 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O meu tempo é este!
Envelheci.
No tempo errado envelheço.
No tempo errado envelheço.
Não tenho rugas que o tempo acaba por revelar.
Não tenho dores nos ossos que o frio 'dizem' trazer.
Não tenho o cabelo de cor cinza como vem sendo hábito.
Não tenho filhos nem netos.
Não digo que 'no meu tempo era diferente'.
Tenho rugas mentais vincadas de tudo.
Tenho dores nos ossos apenas de tentar.
Tenho um cabelo estranho que me faz querer arranca-lo de uma vez, só pelo prazer de ser menos uma coisa com que tenho de me preocupar.
Tenho amigos.
E PENSO SEMPRE: 'Porquê??! Há uns tempos era tudo tão diferente.'
Não tenho dores nos ossos que o frio 'dizem' trazer.
Não tenho o cabelo de cor cinza como vem sendo hábito.
Não tenho filhos nem netos.
Não digo que 'no meu tempo era diferente'.
Tenho rugas mentais vincadas de tudo.
Tenho dores nos ossos apenas de tentar.
Tenho um cabelo estranho que me faz querer arranca-lo de uma vez, só pelo prazer de ser menos uma coisa com que tenho de me preocupar.
Tenho amigos.
E PENSO SEMPRE: 'Porquê??! Há uns tempos era tudo tão diferente.'
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Açúcar

Este café é amargo.
Mesmo depois de lhe adicionar um pacote de açúcar amarelo, continuo extremamente amargo.
O gole de água que acabei de tomar (para lavar o sabor amargo do café), também ele é amargo.
Para acompanhar costumo sugar a doçura dos meus sonhos. Mas por serem insuficientes, muitas vezes fico sem eles. Como agora.
Devia chamar-me 'Amarga', 'Ácida' ou algo do género que combinasse com o gosto do café.
De modo algum estou a criticar o café e o seu sabor. 'Amo Café'.
Não é realmente de água e de café que me refiiro.
Preferia que fosse. Assim tudo se resolveria com um simples pacote de açúcar.
Enquanto tal coisa não é possível, vou guardar todos os pacotes de açúcar que conseguir.
E num dia realmente amargo, pela primeira vez, permitir enjoar-me com a sua doçura.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Na Manhã Seguinte

Na manhã seguinte serei diferente.
Serei quem escolher ser. Hoje sou apenas eu a despedir-me do mundo e de todos.
Amanhã serei diferente.
E com essa diferença, impressionarei e vencerei o que hoje e anteriormente perdi.
Amanhã serei só eu.
Eu e o ar que me envolve e me permite viver.
Serei Surda.
Não ouvirei vozes, críticas, nem opiniões de nada.
Amanhã serei eu a reconstruir a minha vida e tudo a que dela tenho direito, POR SER MINHA!
Serei Cega.
Cega para olhares que me julgam, analisam e perseguem.
Serei eu a repensar valores e a avaliar os meus próprios pensamentos.
Nunca, nem hoje, nem amanhã serei Muda.
Não me calo, nem me calem.
Com medo da força das palavras.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Hoje Adormeço a Chorar
Só quero dormir!
Dormir para parar de pensar. Dormir para descansar!
O que mais desejo e anseio é dormir!
Uma coisa tão simples e básica, que para mim se torna difícil e quase impossível de alcançar.
Nem consigo fechar os olhos. Qando as minhas pálpebras se fecham, todos os pensamentos que me passam pela cabeça cheios de 'ses', são acompanhados ~pela imagem que a minha mente criou..
E a minha cabeça nao pára!
E a dor que sinto abraça-me. E com a força do seu abraço, comprime-me os pulmões.
Começo a chorar. Não tanto pela ausência de ar que sinto, mas pela força dos pensamentos e dos seus 'ses'.
Inconscientemente peço para que seja mentira!
Enquanto tudo isto se passa... o esforço que faço para adormecer é cada vez maior. Agora para além dos pensamentos, dos seus 'ses', da imagem e da ausência de ar, o ruído do meu próprio choro, o meu proprio soluçar aumentam.
Abafo a cara na almofada, ninguém precisa de saber que choro nem porque choro.
Então anseio pela manhã. Quero sair! As paredes deste quarto sufocam-me ainda mais.
Hoje Adormeço a Chorar...
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